domingo, 25 de abril de 2010

Perspectivas..


Estamos sempre correndo riscos,
Acertando passos, abrindo portas
Às vezes estar proximo não significa estar presente.
Podemos estar sozinho numa multidão ou acompanhados numa solitária.
Depende da perspectiva, das pessoas, de nós mesmos.

As vezes sonhamos acordados,
mas sabendo que os pesadelos nunca são bem-vindos.
Observamos, pensamos e analisamos
Só pra deixar o acaso tomar conta daquilo que foi planejado.
Há sempre muitas perguntas e quase nenhuma resposta;
Há muitas opções pra poucas oportunidades.

Perdemos nossas ilusões no contar das horas
E descobrimos que não dá pra se enconder de nós mesmos.
Chegamos a achar que estamos seguros,
Amparados numa força maior do que o corpo,
Mas nos perguntamos se isso vale a pena.

Talvez observando as estrelas com olhos cheios de supresa
consigamos perceber o que o sol não nos permite enxergar.
Anjos rodeiam o coração daqueles que acreditam,
mas não conseguem prever a sorte de ninguém,
pois os degraus que estão por vir
são muito mais altos do que parecem.

Por vezes a queda se torna necessária
Pra nos darmos conta que isso gera, além das marcas, a maturidade;
Que retratos desbotados guardados numa caixa de sapatos
continuam esperando o momento de serem lembrados;
Que arrumando a bagunça dos pensamentos, desfazemos os nós
e deixamos o melhor de nós se fazer presente.
É como tirar férias de si mesmo
e deixar os lençóis brancos tomando sol no quintal.

Somos diferentes e complexos como gotas que, juntas, fazem parte da chuva;
Desejamos aquilo que geralmente não temos...
Isso faz bem?
Não temos respostas pra todas as perguntas,
Apenas a intenção de não deixá-las em branco.
E no prisma de todas as perspectivas daquilo que se vive,
apenas a luz reflete os espaços daquilo que se sente.

"Viver sob a perspectiva de que tudo dará certo é algo que supera a própria existência". (Giuliano).



"I don't wanna talk
About the things we've gone through
Though it's hurting me
Now it's history
I've played all my cards
And that's what you've done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's a destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I'd be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all.
The loser has to fall
It's simple and it's plain.
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don't wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You've come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see

The winner takes it all
The winner takes it all...

Someone dear...
Takes it all...
The loser ...
Has to fall...
Throw a dice...
As cold as ice...
Someone way down here...
Someone dear...
Takes it all..." (ABBA - The Winner Takes It All)

sábado, 17 de abril de 2010

Saudade..


Tentei definir a saudade, mas me perdi nos seus conceitos
Fechei os olhos e achei melhor senti-la do que explicá-la
Nesse momento, esqueci de olhar pra mim
Procurei um espaço que trouxesse paz
Resgatei o tempo, as pessoas, as lembranças.

Descobri que sofrer por saudade entristece a alma,
envelhece o espírito e aperta o coração em meio às pancadas da nostalgia
daquilo que se foi, deixou de ser, permanece ou poderia ter sido;
De lugares, amores, infância e amigos.

Saudade se disfarça de ausência, confundindo a realidade;
É o medo de perder aquilo que nunca se teve;
Bate a porta sem avisar, às vezes calada; outras, ensurdecedora;
Fica nos cantinhos da casa, nos odores, na rotina;
Esgueira-se entre os travesseiros, quer dormir perto, junto ao peito;
Rasteja-se pela pele sem vontade de ir embora;

A saudade permanece nos acontecimentos, nas pessoas, no acaso, no previsível;
Confude-se com as folhas do outono: caem mas continuam lá,
esperando um vento que as leve embora;
Ressoa entre os vãos, percorrendo o tempo, sem pressa;
Deixa rastros e continua viva na sutileza das palavras e do pensamento alheio.
Senti-la é viver um flashback de emoções
que me faz acreditar que o provavel quase sempre torna-se real.

E entre sentir e pensar, sem querer, consegui defini-la.
Percebi que as lembranças nao precisam ser tristes pra que a saudade sobreviva ao tempo
Resgatei idéias guardadas no baú dos sonhos,
procurando tirar a poeira de um passado recente
E vi que, na vida, nada falha. O medo não existe mais.
E sem medo, enxugamos as lágrimas, respiramos fundo e seguimos em frente, como tem que ser.

"Saudade é respirar o sentimento daquilo que nos completa, onde quer que isso esteja." (Giuliano)



"Eu Sei, Mas Não Devia.
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: "hoje não posso ir".
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma". (Marina Colasanti)

domingo, 11 de abril de 2010

O Jogo..


          As relações humanas despertam um turbilhão de impressões que tomam as mais diversas formas. Até onde podemos ir? Quando começa o jogo? Qual o limite das regras? Quem é o juíz? Existe empate? Há vencedor? Qual é o troféu? Não fomos criados para jogar com a vida nem com as pessoas, mas podemos apostar na parte bacana dos momentos que nos permitem viver e deixar viver. Isso causa estranheza, mas também não acontece por acaso.
         Ouvi alguém dizer uma vez que viver é estar disposto a enfrentar o novo, as mudanças e à vontade pra se sentir parte desse processo. Muitas vezes nos damos conta de que muito se passou e nada se fez. E se tivesse feito? E se tivesse dito? Teria sido diferente? Teríamos os mesmos pensamentos? Faríamos tudo de novo? As diferenças entre os indivíduos mostram o quanto somos complexos diante de tantos questionamentos.
         Independente isso, temos escolhas a serem feitas, palavras a serem ditas e ações a serem realizadas, diariamente. Só não podemos ter a pretensão de achar que somos os únicos a passar por esse caminho, afinal de contas, que graça teria em viver se tudo fosse como sempre sonhamos?
        Sonhar é um processo solitário que se mistura à coletividade de quem quer nos acompanhar, pois como diz a canção: "..estamos livres mas sozinhos, abandonados por quem tinha que nos entender; por quem tinha que nos defender.. hoje muitos choram, mas não desistem de viver; hoje muitos choram, sorrindo.."

"Devemos respeitar as regras da vida sem jogar com os nossos sentimentos (Giuliano)"


"Precisa-se de Um Amigo.
Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.
Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.
Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.
Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.
E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.
Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.
Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive."
(Carlos Drummond de Andrade).

sábado, 3 de abril de 2010

Páscoa..



Hoje fiquei em silêncio.
Sei que Ele está aqui.
Não consigo vê-Lo, mas não importa.
Recordei momentos felizes que, por vezes, esqueci dEle.
Chorei.

Sinto Sua proteção constante cuidando de mim.
Pensei em falar, mas a voz não saía.
Queria dizer tanta coisa, agradecer...
Mas Ele sabe disso. Sempre soube.

As coisas acontecem sem fazer sentido na minha vida
como se não precisassem de explicação.
Acho que isso acontece com outras pessoas,
em momentos e por motivos diferentes.
São outras vidas dentro de uma única Vida: Sua Vida.

Num dia como hoje, Ele renascia.
Mas não foi pra ser o Único.
Mostrou que podemos fazer o mesmo,
às vezes de maneira sutil, outras gritando ao mundo que estamos vivos.

Nossa vida (re)começa cada vez que acordamos,
deixamos o que nos entristece de lado,
ajudamos nossos semelhantes, fazemos o bem.
Quanta coisa precisamos fazer para renascer como Ele!
Mas o Professor e Pai sempre está lá observando e ajudando-nos nessa tarefa.

Talvez, em determinados momentos,
não suportemos o peso dos problemas,
a angústia da tristeza ou o medo da solidão.
Mas sabemos que Ele está por perto,
e isso é motivo mais do que suficiente pra se continuar a caminhada,
enfrentar os obstáculos,
afugentar as mágoas
e abolir os receios.

Sei que Ele pode ouvir dentro do meu silêncio.
Lá, consigo encontrá-Lo e reconhecer minha própria voz.
Sem Ele, não teria a melhor família,
os verdadeiros amigos, motivos para sorrir,
razões para vencer ou lições para aprender.
É Ele quem dirige minha vida e conforta minha alma;
Mostra que nem sempre o céu fica cinzento
e que o vento é capaz levar apenas aquilo que permitimos.

Hoje, no Seu dia,
disse-Lhe "obrigado" várias vezes por estar comigo.
E nesse momento,
uma voz se fez ressoar no meu coração,
num lugar onde sempre esteve e nunca saiu,
que dizia: "Te amo, filho!".

"Renascer não depende da nossa vontade, mas da nossa fé" (Giuliano)


"Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente mostrar as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem". (Autor Desconhecido)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Preciso..


Preciso falar...Alguém me ouve?

Preciso ser impreciso
Chegar sem aviso
Perder o juizo
Analisar os riscos
Passar a limpo os rabiscos
Me afastar do abismo

Preciso olhar pros lados
Seguir em frente
Estar perto, mesmo afastado
Passar bem rente
sem temer o asfalto
Esbarrar por acaso
como se fosse premeditado

Preciso suspirar de cansaço
Desatar os laços
Acender os pavios
Atravessar os rios
Deixar o pensamento fluir na correnteza
dos mares bravios

Preciso ancorar
Mas sentir o vento no rosto
Retornar ao começo
Encontrar sentido pro fim
naquilo que nunca fez sentido
Não ter medo de errar
Contar com a minha sorte
Dinamizar as escolhas
Colher outras flores

Preciso voltar
Desfazer as malas
Refazer os sonhos
Respirar os desejos
Transpirar as emoções..

"Perto daquela colina alta e tranquila descansa um desejo adormecido querendo ser feliz". (Giuliano)


"Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois" (Mário Quintana)

terça-feira, 23 de março de 2010

Conselhos..


Por vezes, nos pegamos dando conselhos.
Não por vontade nem por vocação
Quem sabe tenhamos nascido assim?
Talvez saibamos ouvir as palavras que ainda não foram faladas
Ou encontramos espaços nas entrelinhas
Invisíveis para uns e tão óbvias para outros

Talvez seja o modo de se aproximar,
Conquistar espaços
A compaixão pelo semelhante
Ou das histórias de vida paralelamente concorrentes
A experiência do aprendizado através do verdadeiro diálogo

Coisas inexplicáveis se desvendam
Conceitos simples de quem viveu coisas iguais
E expostos em situações diferentes
Há uma linha tênue entre o Conselho e a Opinião
Ambas disputam o mesmo espaço
Mas nenhuma com pretensão de causar danos
Nesse processo, o corpo acalma,
A alma tranquiliza,
E os fantasmas desaparecem
Mas até quando?..
..Podia ser pra sempre!

Pagamos pelo pensamento alheio:
Amor = Devoção?
Sentimento = Emoção?
Não podemos ter medo por sermos fracos
Nem tanto orgulho por sermos fortes
Se queremos, começamos a rir
Se devemos, começamos a chorar
Isso não é o começo do fim

Os conselhos parecem não servir mais...
Retornamos para o casulo de nós mesmos
Distanciando-nos de um tempo em que FALAR e OUVIR caminhavam juntos
Como amigos de infância que se reconhecem num simples olhar.

Nessa arte de pedir e ouvir,
O Conselho permanecerá
Envolvendo corações, almas
e quem sabe, fantasmas!

"Conselho é a linguagem do pensamento traduzida em palavras e com poder de comover" (Giuliano)


"Tenho dois cães dentro de mim. Um é bom e o outro é mau. Os dois vivem brigando. Ganha a briga aquele que alimento mais". (Provérbio indígena americano)

"Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!" (Silvana Duboc)

sábado, 20 de março de 2010

O Jardim..


Plantei flores num jardim
Pedindo ao sol que iluminasse a terra
À chuva, que regasse as folhas
Ao vento, que tirasse a poeira das pétalas
Às borboletas, que colorissem o cenário
Aos pássaros, que espalhassem seu canto

De mim, dependia apenas a escolha das sementes
O cuidado das mudas
A Atenção das podas
O Universo fez o resto

O jardim tornou-se especial
Pela fragrância
Pelas borboletas
Pelo prazer de contemplá-lo
E Pelas flores

Ah, as flores!
Enfeitavam aquilo que um dia fora apenas um vazio
Bem-te-vis se aproximavam por vontade ou curiosidade
Outros se iam, sem avisar se voltavam
Mas se voltavam, vinham cantando
E encantando os espaços
Meu espaço

Tudo fazia parte daquilo que ousei chamar de jardim
Será querer demais?
Será pedir demais?
Será poder demais?

Mas esqueci que sol demais, resseca
Chuva demais, encharca
E vento demais, devasta
É triste ver algo assim se perder no tempo
Por um momento tive medo do Sol, da chuva e do vento
"Fazer o que"?

Sem meu jardim,
Deixo de ser o que desejo
Não sei reconhecer o que não vejo
Perco meu prumo rumo ao norte
Explodo em silêncio a frase pronta que não lancei
Conto apenas com a minha sorte

O Jardim se foi
Mas permaneceu o cuidado
Porque as flores deixaram seus perfumes
As borboletas, a lembrança de suas cores
E os pássaros, o eco de suas canções

E aí tudo muda quando se olha pro céu
Percebi que o jardim continuava lá
Talvez não fosse mais um jardim
Talvez restasse uma terra fértil
Esperando novas sementes,
Diversos passáros,
Outras borboletas,
Pois tudo volta...
E se não volta, é porque nunca se foi.

"No jardim do meu coração, cada batida se transforma em semente daquilo que pode ser a mais especial das flores". (Giuliano)

"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim" (Vander Lee - Meu Jardim)

 
"Histórias de amor são como borboletas: você consegue ver, pode até tocar, mas se você tentar guardar uma pra você ela simplesmente morre. Tem que saber admirar de longe." (Nuno Boggiss)

"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
(Mário Quintana)